Você sabia existe um tipo de livro em que o leitor não só acompanha a história, como também escolhe os rumos dela? Eu chamo de livro-jogo mas eles são mais conhecidos como gamebooks. Em vez de seguir um enredo linear, a história permiti vocês escolher como ela vai evoluir. Por exemplo, pode ser dado ao leito a possibilidade de atacar um zumbi ou apenas fugir e a depender da escolha do leitor ele é direcionado a um texto onde a decisão tomada afetara o progresso da história.

Esse tipo de livro é mais comum lá fora e fez bastante sucesso nos anos 80 e 90, com coleções como Fighting Fantasy e Choose Your Own Adventure.

É mais provável que você ja tenha visto esse tipo de abordagem interativa no cinema e na TV, como no episódio interativo “Black Mirror: Bandersnatch”, da Netflix, em que o espectador define as ações do protagonista. Nos videogames, a mecânica também é central em títulos como Detroit: Become Human, Until Dawn, Walking Dead e Life is Strange, todos baseados na premissa de que cada escolha tem consequências.

O fascínio desse tipo de narrativa está justamente aí: cada leitura ou jogada pode ser diferente. Imagina tentar entender como pequenas ações podem ter grandes consequências. Ou como, um personagem que é um herói numa linha do tempo pode virar um vilão em outra.

Recentemente, eu resolvi me aventura nessa proposta. O Arauta Candura, meu novo livro, segue esse mesmo espírito: o leitor escolhe o caminho e decide o rumo da aventura. Afinal, algumas histórias não foram feitas apenas para serem lidas — foram feitas para serem vividas.

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