Quando duas notas são iguais… mas soam diferentes
Já reparou que um baixo e um violino podem tocar exatamente a mesma nota e, mesmo assim, soam completamente diferentes? Essa diferença não está na frequência — ambos emitem ondas sonoras com o mesmo número de vibrações por segundo — mas, mesmo assim, podemos distingui-los pelo timbre.
O timbre é o que dá “identidade” a um som. Ele é a razão pela qual conseguimos reconhecer a voz de alguém pelo telefone, mesmo sem ver o rosto, ou identificar uma guitarra mesmo entre dezenas de instrumentos.
Fisicamente, o timbre surge porque nenhum som real é uma onda senoidal perfeita. Cada som musical é formado por uma frequência fundamental (a nota propriamente dita) e várias frequências harmônicas, que são múltiplos inteiros dessa fundamental. A combinação e a intensidade dessas harmônicas moldam a forma da onda e, consequentemente, o timbre.
O que o formato da onda revela
Se você pudesse “ver” o som, perceberia que o formato das ondas muda de instrumento para instrumento. Uma flauta gera ondas quase suaves, próximas de uma senóide. Já um violino tem ondas cheias de pequenas irregularidades, resultado da vibração das cordas e da madeira. Essas diferenças fazem com que, mesmo tendo o mesmo período (T) — e portanto a mesma frequência (f = 1/T) — os sons carreguem características únicas.

Curiosidades pouco conhecidas sobre o timbre
- Um violino Stradivarius é tão valorizado justamente pelo equilíbrio harmônico que dá ao seu timbre — há quem diga que o segredo está no tipo de madeira e até no verniz usado.
- O timbre de um som pode mudar com o ambiente, já que superfícies refletem ou absorvem certas frequências, alterando a composição harmônica que chega aos ouvidos.
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