A divida externa (que foi inflada pelos gastos relacionados a pandemia) poderá atingir quase 100% do PIB se a agenda de reformas econômicas e estruturais não for implementada. Aumentar impostos não é uma solução, pois o Brasil já é o país cujo governo arrecada a maior porcentagem do PIB (mais de 50%) em comparação com os países membros da OCDE, União Europeia e G20. Assim, muito se debate sobre que medidas seriam eficazes para combater o problema.
Um dado curioso é que o Brasil tem uma reserva financeira que está entre as maiores quando comparada com os países membros da OCDE. Desta informação, poderíamos fazer uma pergunta: será que poderíamos usar o cofrinho para pagar as contas? Resposta: não.
De acordo com o banco central as reservas internacionais são ativos do Brasil em moeda estrangeira. Estes ativos são títulos, depósitos em moedas (dólar, euro, libra esterlina, iene, dólar canadense e dólar australiano), direitos especiais de saque junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), depósitos no Banco de Compensações Internacionais (BIS), ouro, entre outros.
A reserva financeira internacional serve como uma espécie de seguro para o país fazer frente às suas obrigações no exterior. Por exemplo, em citações de crise cambial é comum o banco central intervir comprando ou vendendo dólar para atenuar oscilações bruscas no mercado de câmbio.
O gráfico abaixo representa o volume das reservas financeiras internacionais em bilhões de dólares.

A Dívida Externa corresponde ao saldo dos recursos captados no exterior mediante a contratação de empréstimos ou a emissão de títulos. Estão envolvidos na divida externa os setores federais, estaduais, municipais e privados. Hoje o setor que mais contribui para a dívida externa é o setor privado. As empresas procuram no exterior taxas menores e melhores condições de pagamento.
O gráfico abaixo mostra a evolução da divida externar brasileira em bilhões de dólares.

O cenário não é tão preocupante por causa da volumosa reserva financeira brasileira. Porém, usar este recurso para abater a dívida externa poderia limitar o poder de atuação do banco central no controle da taxa de câmbio, inflação, etc. Além disto, pelo perfil da divida que esta em maior parte no setor privado, fazer o pagamento dessa dívida é dar anistia a empresas que não conseguem honrar seus contratos. A solução não é fácil.
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