Muitas vezes, confundimos “dinâmica” com “entretenimento” na catequese. É muito comum nós catequistas procurarmos mil e uma dinâmicas diferentes no Youtube para tentar manter o interesse dos catecumenos. Mas, muitas vezes, aquela dinâmica parece mais uma dinâmica de grupo de trabalho do que de catequese, seja pelo fato de estar completamente descorrelacionada com o tema do encontro, seja porque não há um propósito bem definido.

Isso acontece porque a dinâmica, por si só, é apenas um corpo. O que dá alma a ela é a Mistagogia — a capacidade de levar a pessoa do sinal visível para o mistério invisível.

Se você quer que suas dinâmicas realmente evangelizem, tente aplicar estes 3 passos no seu próximo encontro:

1️⃣ A Preparação do Terreno: Nunca comece uma dinâmica sem um contexto. Se o tema é o Perdão, comece com uma breve pergunta que gere inquietação, antes mesmo de entregar qualquer material.

2️⃣ A Observação Ativa: Enquanto eles realizam a atividade, não fique apenas olhando. Observe as reações, as dificuldades e as falas. Isso será o seu “combustível” para a conversa final.

3️⃣ A Ponte (O Pulo do Gato): Este é o momento mais importante. Em vez de dizer “essa dinâmica serviu para mostrar que…”, faça perguntas que levem eles a descobrirem sozinhos. Use frases como: “O que você sentiu quando o barbante arrebentou?” ou “Em que momento da sua vida você se sente como esse personagem?”.

A dinâmica na catequese não é para “passar o tempo” ou “descansar o catequista”, mas para criar uma memória afetiva que a teoria, sozinha, raramente consegue criar.

Para quem sente que precisa de um repertório novo e quer entender a fundo como aplicar esse passo a passo em diferentes temas, eu organizei uma série de sugestões práticas e metodológicas no meu curso de Dinâmicas para Catequese na Udemy. Fica o convite para quem quiser aprofundar essa ferramenta.

Como você costuma encerrar as suas dinâmicas por aí? Vamos trocar experiências nos comentários. 👇

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